O desafio de pensar no meio ambiente pós-coronavírus

Como efeito colateral da pandemia, paralisação global de cidades e produção pelo coronavírus levou a intensa redução na emissão de poluentes.

Fonte da Imagem: Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas

A pandemia do coronavírus modificou um dos eventos internacionais de combate às mudanças climáticas mais simbólicos do mundo, a Hora do Planeta, quando as pessoas são convidadas a apagar as luzes das suas casas e cidades por uma hora. Neste ano, a iniciativa aconteceu no sábado, 28 de março, as 20h30 (horário de Brasília), em mais de 180 países. Na nova edição da homenagem, a organização recomendou que as pessoas participassem digitalmente, acompanhando a programação especial nos seus países. Realizada pela organização não governamental WWF (World Wide Foundation), a Hora do Planeta acontece todos os anos desde 2007 e já sobreviveu a uma grande crise econômica global, em 2008. Neste ano, o evento foi novamente realizado em um momento de desafio internacional: a epidemia do coronavírus, doença que já se propagou para mais de 150 países. Se houve algum efeito colateral ambiental da crise de coronavírus, é que as emissões de gases poluentes foram reduzidas em todo o mundo em meio à paralisação forçada gerada pela epidemia. Pelas redes sociais, circulam fotos de grandes cidades com o céu mais azul e menos poluído do que o normal. Faça parte de uma das maiores universidades do mundo, saiba como... Há pouco mais de um mês, pesquisadores da Universidade Columbia já estimavam que a poluição na cidade de Nova York havia caído pela metade, segundo relataram à rede britânica BBC. O site Carbon Brief estimou que houve uma redução de 25% nas emissões de poluentes na China — o que deve levar a redução de 1% nas emissões da China no ano. Em 27 de março, o Reino Unido também divulgou números de sua emissão de poluentes do ano passado, que devem ter mostrado que a poluição caiu graças à redução do uso de carvão como matriz energética. Com o coronavírus, novas reduções devem acontecer em 2020 nos países desenvolvidos. O desafio é que, passada a pandemia e com a economia mundial tendo grandes chances de terminar o ano em recessão, governos mundo afora desejarão acelerar como nunca a atividade econômica. Por tabela, podem fechar os olhos para ações poluentes e reduzir os esforços ambientais em prol da recuperação da economia. Na crise de 2008, quando o mundo despejou trilhões de dólares na recuperação econômica — de setores como as montadoras –, o dinheiro não foi usado para obrigar a indústria a investir em atividades mais verdes. Para ambientalistas, 2008 foi uma chance perdida de reduzir o modus operandi poluente do planeta. Na Hora do Planeta deste ano, além da hashtag #EarthHour (“Hora da Terra”, em inglês), participantes são convidados a assinar uma petição online que será enviada aos líderes globais com apelos pela conservação do meio ambiente. “Somos a primeira geração a saber que está destruindo o planeta e podemos ser os últimos a conseguir fazer algo a respeito”, alerta a organização da Hora do Planeta. As boas escolhas do mundo em como aplicar recursos passada a pandemia devem estar entre os tópicos pelos quais os líderes mundiais serão cobrados. Fonte: Revista Exame Hora do Planeta 2020: o desafio de pensar no meio ambiente pós-coronavírus. Revista Exame. São Paulo, 27 de mar. de 2020. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/mundo/hora-do-planeta-2020-apagao-pelo-meio-ambiente-e-neste-sabado/>. Acesso em: 14 de abr. de 2020. #unip #unipourinhos #ensinosuperior #graduação #pósgraduação #educaçãoadistância #ead #gestãoambiental

5 visualizações

(14) 99890-7000

©2019 por UNIP Ourinhos-SP. Orgulhosamente criado pela LV-SVO