De dono de pizzaria de bairro a proprietário de uma franquia milionária, conheça Gabriel Concon

Gabriel Concon foi fazer faculdade em São Paulo e acabou comprando a pizzaria do bairro por R$ 20 mil. Hoje, tem quase 40 unidades abertas.


FONTE: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

O empreendedor Gabriel Concon, 38, se mudou da pequena cidade de Osvaldo Cruz (SP) para a capital paulista no início dos anos 2000, para cursar Administração. Mesmo antes de entrar na faculdade, ele não queria procurar por um emprego — desejava ter um negócio próprio. A oportunidade morava ao lado: havia uma pizzaria à venda na Aclimação, bairro em que morava. Ele e o pai uniram as economias e investiram cerca de R$ 20 mil no estabelecimento.


Nos primeiros dois anos, Concon panfletava, atendia aos consumidores - tanto por telefone quanto na própria pizzaria —, comprava os ingredientes e, esporadicamente, até realizava as entregas.


Após esse período, ele teve a oportunidade de adquirir outra pizzaria na Vila Mariana, com características parecidas. Confiante após o desempenho do primeiro negócio, arriscou um empréstimo, investiu R$ 12 mil de entrada e negociou mais cinco parcelas de R$ 1 mil. Cada um dos estabelecimentos tinha um nome e um processo diferente. Pouco tempo depois, o irmão de Concon veio para São Paulo e juntos eles compraram a terceira pizzaria, na Mooca.


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FONTE: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Primeira unidade própria

Em 2008, animados com o mercado, eles resolveram criar a primeira pizzaria totalmente do zero, na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo. Lá, tiveram a vivência do início do negócio, da escolha do ponto e de outros aspectos que ainda não tinham experimentado. Isso fez com que percebessem uma necessidade até então ignorada.


“Era difícil fazer planejamento para várias bandeiras. Então, em 2011, resolvemos criar a marca Pizza Prime e unificar tudo.”


A primeira unidade já com o novo nome foi aberta em Novo Hamburgo (RS), em parceria com um amigo de infância do empreendedor.


“Começamos o trabalho de transição das pizzarias antigas e abertura de novas unidades, mas nada formalizado como franquia. Eu autorizava amigos e familiares a abrirem um ponto com a marca, que estava registrada, e ficava como sócio.”


Com o tempo, o conhecimento sobre características regionais fez com que Concon desenvolvesse alguns sabores próprios para cada local. Por exemplo, pizza de coração de galinha para a região Sul ou pizza de camarão com jambú para a região Norte. No entanto, mesmo com as adaptações regionais, ele percebeu que o modelo precisava ser padronizado.


Transformar em franquia não foi fácil

O processo de franquia começou a passar pela cabeça de Concon em 2015, mas a efetivação só veio quando a rede somava 25 unidades, em junho de 2019. Até então, ele tinha participação societária em todas as lojas, mas agora o objetivo seria outro — crescer com capital externo.


“Aí aconteceu a nossa virada de chave. Tivemos de fazer a conversão de todas que já existiam.”


A modificação não foi uma tarefa fácil. Depois de anos trabalhando como donos de negócios independentes, os empreendedores que comandavam as unidades da Pizza Prime precisaram seguir um padrão único de processos, comunicação e marketing, entre outros requisitos do mercado de franchising.


Na operação, quase todas adotaram o mesmo modelo. Algumas, por exemplo, só operavam com delivery antes da conversão e passaram a ter salão. O modelo padrão da franquia é o Express, que atende os dois canais. "Cerca de 15% devem ficar só com delivery, porque são boas localizações e não comportam o salão."


Ele conta que ainda está ajustando questões de gestão para adequar as lojas que já existiam. O sócio responsável é o operador, e Concon continuará como investidor.


“Temos uma boa aceitação na migração, com pouca resistência. Em uma ou outra unidade, principalmente entre as operações mais antigas, precisamos resolver detalhes, aparar arestas. Mas não chega a 10% da rede.”


Cozinha central e universidade corporativa devem ser abertas nos próximos meses

A Pizza Prime faturou R$ 48 milhões no ano passado, com 2 milhões de pizzas vendidas. Como a formalização para franquia ocorreu na metade do ano, o empreendedor aposta em um crescimento ainda maior para 2020.


E apetite o mercado tem: segundo a empresa brasileira de big data Neoway, existem 5.067 estabelecimentos classificados como pizzaria em São Paulo. A cidade é a segunda maior consumidora da iguaria no mundo — só perde para Nova York —, com cerca de 600 mil pizzas por dia.


Até o fim de março, cinco novas franquias devem ser inauguradas, totalizando 40 unidades. Além disso, já há seis contratos assinados, em busca de pontos. Para o ano, a expectativa é chegar a 80 lojas, no total.


Ainda em março deve ser inaugurada uma loja conceito, que será a única sob gestão totalmente da franqueadora, com uma universidade corporativa, em Indaiatuba (SP). Para que a rede consiga crescer de forma orgânica, Concon também pretende trazer a produção de insumos para uma cozinha central, a ser inaugurada ainda no primeiro semestre, em Santana de Parnaíba, também em São Paulo. “A ideia é tornar mais fácil a padronização e reduzir o desperdício, com um controle maior sobre o que é comprado pelos franqueados.” O investimento total previsto é de R$ 3 milhões.


FONTE: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

GRATÃO, Paulo. Ele comprou uma pizzaria do bairro e hoje fatura R$ 48 milhões com franquias. Pequenas Empresas & Grandes Negócios. São Paulo, 27 de fev. de 2020. Disponível em: <https://revistapegn.globo.com/Franquias/noticia/2020/02/ele-comprou-uma-pizzaria-do-bairro-e-hoje-fatura-r-48-milhoes-com-franquias.html>. Acesso em: 02 de mar. de 2020.


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